quinta-feira, 26 de agosto de 2010

UMA HISTORIA SOBRE O VERDADEIRO AMOR...

Professor se encontrou com um grupo de jovens que falavam contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, ao invés de se submeter à triste monotonia do matrimonio.

O mestre disse que respeitava sua opinião, mais lhes contou a seguinte historia:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia para fazer o café, e sofreu de um enfarte. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase que arrastando levou-a até a caminhonete.
Dirigiu com toda velocidade até o hospital, mais ao chegar lá, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos quase que em vão, tentamos quebrar a nostalgia relembrando os momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e disse com certa emoção:
- meus filhos foram 55 bons anos...
Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não compartilhar um amor com uma pessoa por tanto tempo.
Fez uma pausa enxugou as lagrima e continuou:
-ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluir a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços na ceia de Natal, e perdoamos nossos erros...
Filhos, agora ela se foi, e eu estou contente. Sabe por quê?
Porque ela se foi antes de mim, e não teve que viver a dor e a agonia de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação e agradeço a Deus por isso.
Eu a amo tanto que não queria vê-la sofrendo assim...
Quando meu pai terminou de falar meus irmãos e eu estávamos com o rosto coberto de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava dizendo: - Está tudo bem, meus filhos, podemos ir pra casa.
E então o professor concluiu: - Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mais se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.”

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, dia-a-dia, todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o sentimento de posse da pessoa amada.

Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que está acompanhado, com certeza irá mais longe...

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